À Luz da Razão

22 de julho de 2010 at 3:04 pm Deixe um comentário

À LUZ DA RAZÃO 

A Emoção,
sempre menina e doce,
é rechaçada pela
conselheira Razão.
(Sim, essa razão
que um dia já foi emoção…)
 
Quando na desobediência,
age dura e friamente,
a faz sofrer todos os castigos!

No seu quarto,
embalada no berço da lógica,
amanhece a emoção
com olhar de alvorada,
com o sonho
que não ousou sonhar…

Marli Savelli

 

 À Luz da Razão publicado no Palavras Rabiscadas em 28/03/10

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Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

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“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

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