Pássaro de Fogo
21 de agosto de 2010 at 5:24 pm 2 comentários
PÁSSARO DE FOGO
Mata densa limita a visão.
Voa perdida.
Asas afiadas, foice no dedo.
Cólera reprimida.
Olha para os céus, grita por Águia!
Segue indefinida.
Arma-se, atira, explode.
Chora escondida.
Morde o veneno do escorpião.
Vale a ferida.
No matagal risca o fósforo.
A chama suicida.
Marli Savelli
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1.
Guilherme de Almeida | 22 de agosto de 2010 às 1:28 am
Marli,
As vezes também me sinto assim, preso na mata dos meus sonhos , na floresta dos desejos reprimidos, sozinho, olhando para o alto, por saber que de lá poderá vir o socorro, o escape, ou então, a liberdade.
Olhar para o céus e gritar por águia, é chamar a liberdade, e querer olhar mais adiante, é desafiar a imensidão, tanto da mata como do céu, mas sabendo que o desafio vale a pena!
O que mais um pássaro na selva deseja? O que mais do que a imensidão do azul celeste?
2. Os números de 2010 « Aquário Literario | 12 de janeiro de 2011 às 10:49 am
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