Archive for fevereiro, 2011

Limão Rosa Verde

LIMÃO ROSA VERDE

 __ Quem é o bicho-papão?
[uma troca de papéis como na Revolução dos Bichos]
“Deus, entre em ação, é a sua criação!…”
No cardápio, têm outras opções,
não escolha bicho,  não:
acelga, couve, alface, tomate, rúcula, cenoura,
pepino, espinafre, almeirão… 

“ Por favor, sirva-me arroz-com-feijão
 [ carne é do tempo da onça ]
e  salada de arco-íris com limão”
__ Noé, salve o planeta!…
- Animais ameaçados de extinção -
Deus alertou que não seria mais com água, mas fogo
A fênix volta com um ramo de esperança!…

Marli Savelli

 Dedicado a todos os Vegetarianos

 

NOTA: Sou vegetariana (só) de alma, por isso apoio a idéia!… Inspiração a partir de uma frase lida, pichada/pintada numa parede da Praça Concha Acústica de Assis/Sp, em 22 fev/2011   : “Seja vegetariano, não coma o planeta!”… ou “Não coma o planeta, seja vegetariano” não lembro a ordem exata, algo assim.

25 de fevereiro de 2011 at 1:29 am 2 comentários

Torre de Babel

TORRE DE BABEL

Deixa-me entrar, amor
Libera o seu código de acesso
que eu te entrego a minha senha
Conectados pela alma
na rede que nos liga ao universo!…
Somos descendentes de Babel,
da mesma galáxia.
Saem da minha boca palavras desconexas
Estou perdendo a direção
O sol dentro de mim está se apagando   
Um toque de brilho
de um ser que é iluminado!…
Clareia os meus pensamentos,
alivia a minha carga   
Estou ficando sem luz,
sem ar

Marli Savelli

23 de fevereiro de 2011 at 9:29 pm Deixe um comentário

Santa Lena

SANTA  LENA

Um pouco de santa e de profana
- freira e Mada’lena -
Vestida de crenças e súplicas,  
despe-se em
volúpias lascívias
Delirando em suspiros, a Santa Lena
Alma copulada
Corpo nu
Não sei se mais louca que pura,
ou se pura que louca.
Uma diz  a m e m,
a outra sempre amém!…

Marli Savelli 

22 de fevereiro de 2011 at 5:18 pm 1 comentário

Céu Ruivo

CÉU RUIVO

 Seis e quarenta da manhã
- céu ruivo -
Fotografei com o olhar o sol liquefeito.
[ Todo dia é assim
... pé na estrada, tempo quente ou frio ]

Nos flashes desses instantes
vou montando o meu álbum
__ (mas) Hoje, não!… Não, hoje!…

Dezesseis horas da tarde,
de volta para casa
“Não escrevi sobre o céu apaixonado!…”
A chuva cuspia em mim (ou chorava?)
… cansada, eu deixei!

Marli Savelli

15 de fevereiro de 2011 at 3:01 pm Deixe um comentário

Amor, Flor Azul

 

AMOR, FLOR AZUL

Não sou romancista,
sim, surrealista
Distraída, tropeço nas estrelas
e os versos de amor
se esparramam pelas nuvens
O vento levou,
e vai cantar para você!…
No amanhecer que te desperta,
a luz do sol te procura.
Ao anoitecer, a lua fica a tua espera.
Anseiam te entregar um poema.
Eles estão livres, espalhados pelo universo!…

[ As prateleiras já estão cheias, amor,
… e o sonho é real. ]

Marli Savelli

   

Musical: Seguindo no Trem Azul - Roupa Nova e Daniel Musy

8 de fevereiro de 2011 at 3:33 pm Deixe um comentário

Sonhos, Cidade de Vidro

 

SONHOS, CIDADE DE VIDRO

Por detrás das vidraças,
olho para você,
e vejo forças no teu mundo de aço.
Não destruas minhas paredes de vidro!…
Será que eu poderia sobreviver neste habitat  
sem esta proteção que me cerca?…

Às vezes, também me sufoca,
me abafa, me faz perder os sentidos:
“__ Eu quero quebrar a vidraça!…”
Não ouve os meus gritos?
Na linha imaginária
escorre uma ilusão desenhada em palavras.

Marli Savelli

6 de fevereiro de 2011 at 11:01 am Deixe um comentário

A Águia e o Passarinho

A ÁGUIA E O PASSARINHO

A águia com seus olhos de longe alcance avistou o passarinho e o chamou com um canto. Ele seguiu o som até encontrá-la enclausurada numa ampla gaiola dourada de quatro paredes. Uma luxuosa morada, com água fresca, alimento e tudo mais.

Por ser muito amada, prendiam-na, acreditando que assim ela estaria segura. Porém, cativa e triste, gorjeou sua dor ao passarinho:

__ Veja só você - tens voado livremente pelos vales. Agora, eu estou aqui neste espaço pequeno e escuro, impossibilitada de realizar altos vôos. Quero a liberdade! Os meus filhotes precisam voar nas nuvens altivas, conhecer o mundo!…

O passarinho ficou estarrecido e um pouco confuso com a situação e tamanha aflição. Sem saber o que fazer saiu pensando em como poderia abrir a porta da prisão. A voz do seu pensamento se repetia: Liberte-os! Liberte-os!

MORAL: Os gigantes também enfrentam obstáculos.

Marli Savelli

2 de fevereiro de 2011 at 3:05 pm Deixe um comentário


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Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

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