Archive for março, 2011

Entre o Céu e o Mar

ENTRE O CÉU E O MAR

Quando me sinto afogando
tiro a cabeça para fora
- escrevo -
para respirar
(Como quem soubesse nadar)
O meu ser me leva
para uma ilha deserta
- S.O.S -
Um vulcão vivo
A fumaça subindo ao céu

Marli Savelli

31 de março de 2011 at 8:39 am Deixe um comentário

Sabor da Vida

SABOR DA VIDA

Para saborear a vida
é preciso vivê-la devagar
Mastigar bem cada momento
Respirar, sentir o cheiro
de algo muito bom chegando…
Não exagere no tempero,
muita pimenta pode estressar
O sal e o açúcar
deve ser usado com moderação
Observe o tempo,
não deixe passar do ponto
Sente-se à mesa com apetite
e deguste um bom dia!…

Marli Savelli

29 de março de 2011 at 8:40 am 4 comentários

Rabisco a Giz

RABISCO A GIZ

Somos retratos falados
Nas linhas paradoxais esboçados,
em traços abstratos
Descritos por uma suposta aparência
- inexata –
Visão embaçada da essência
Com giz ou à carvão,
desenho no muro ou no chão
o sorriso sem graça
que logo passa!…
Se a chuva chegar
e o teu rosto apagar
Vou rabiscar com tijolo de construção
O sol de verão.

Marli Savelli

24 de março de 2011 at 10:37 am Deixe um comentário

Absinto

ABSINTO

Bebi um gole de ressentimento
- erva amarga -
 Aguardava que o veneno
fizesse efeito em ti.
Mas, quem morria era eu!…
Ingeri a pílula do perdão
Só então sobrevivi.

Marli Savelli

 

Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra” -  William Shakespeare

23 de março de 2011 at 8:09 am 1 comentário

Gladiador

GLADIADOR

No meio de feras famintas
- o gladiador -
Eu sou da paz,
eles preferem guerra
O combate é pela sorte
_ Desperta, ó minha alma,
tente se esquivar da morte!…
É preciso lutar,
reúna as tuas forças
e seja valente.
Ouça o galopar subindo na arena
- Cavalo de Tróia -
A lança que atingiu
o calcanhar de Aquiles

Marli Savelli

22 de março de 2011 at 8:26 am Deixe um comentário

Libélula

LIBÉLULA

Em estado de metamorfose
adormeço em silenciosa melancolia
Meus pensamentos negam
o que os meus olhos acreditam ver
- puro imaginário -
Ainda anestesiada, rompe-se o casulo,
e do que me resta faço-me inteira!

Marli Savelli

20 de março de 2011 at 4:35 pm Deixe um comentário

Fome de Loba

FOME DE LOBA

Olhos famintos
- quase uma mendiga -
De braço estendido
e mãos cheias!…
Aguardando o quê, me diga?
Se também sente fome,
senta aqui do meu lado.

Marli Savelli

 

8 de março de 2011 at 1:38 am Deixe um comentário

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Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

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