Archive for maio, 2011
Poesia e Amor Sem Gelo, Por Favor
POESIA E AMOR SEM GELO, POR FAVOR
Não, eu nunca usei nenhum tipo de droga
para escrever
Poesia e Amor são os meus vícios
Sim, sou alcoolotra!
Dessas que se embriaga e não pensa no que fala
Não fumo maconha
Não cheiro cocaína
Não bebo cachaça
Liberdade não é isso, eu não preciso disso
Minhas viagens são sonhadoras
não alucinógenas
Na verdade, sinto que sou
a própria droga
Escrevo para não me perder de mim!…
Marli Savelli
Aproveitei para fazer este poema lembrando que hoje, 31/05, é comemorado o ”DIA MUNDIAL SEM TABACO”. A data lembra a necessidade de combater o tabagismo, hábito que leva a cerca de 5 milhões de mortes anuais no planeta, segundo a OMS. Veja 5 motivos para largar o vício
Arroz-com-Feijão e Letras
ARROZ-COM-FEIJÃO E LETRAS
O arroz queimou,
o feijão não atingiu o ponto.
Desculpe-me,
foi mera distração!…
Pensa que é fácil cuidar do jantar,
da casa,
e ainda costurar coração?…
Marli Savelli
Feijão-com-arroz é a comida típica do Brasil, não enjoa nunca, é paixão nacional!
Alma Escritora
ALMA ESCRITORA
Clarice Lispector, me entenderia
Até parece que ela sou eu, eu sou ela!
Talvez seja eu, apenas eu…
Uma sonhadora debaixo do edredom
Longe de holofotes e flashes
Buscando nas linhas paradoxais
o equilíbrio
__ Poeta ou louca?…
Posso levar a vida inteira
para ter respostas
Quem sabe em outro planeta!
Marli Savelli
Feliz Nostalgia
(7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia)
FELIZ NOSTALGIA
A noite chega, festa esplêndida
O Sol entra para brilhar
Sirva-se de algo triste, um aperitivo
É hora de começar
No cálice, a luz de um claro vinho
É preciso se embriagar
A melodia nostálgica vamos dançar
( Lábios ao fulgor do sol
num beijo que derrete o céu )
Chora a canção que fiz agora,
S o l O u ç a nesta hora
Vestido de gala, à tua mesa, na sala
No peito a última cantiga
que no íntimo abriga
Mil notas! Mais brindes!…
Os anjos chamam e a taça se derrama.
Marli Savelli
Este é um poema paradoxal, uma mistura de aniversário e funeral, festa e luto – feito em homenagem ao ‘nascimento’ e ‘falecimento’ de Robindronath Tagore: http://casapoeticadetagore.blogspot.com/
Meu Mundo Madrepérola
MEU MUNDO MADREPÉROLA
Parece até que eu não frequentei aulas
de Geografia,
Sinto-me tão desorientada com esta divisão
- Américas, Europa, Ásia, África –
Vai além das fronteiras
do meu entendimento
E não entender me faz crer que somos um só povo
Falando idiomas diferentes,
mas pensando, sentindo e agindo
com o mesmo impulso de qualquer vivente…
Se eu te disser:
Eu te amo, em português
I love you, em inglês
Te amo, em espanhol
Je t’aime, em francês
Ich liebe dich, em alemão
Ti amo, em italiano
Kimi o ai shiteru, em japonês…
Podemos ver que sentir é
infinitamente maior que entender…
Se não fala a minha língua
fala a minha alma.
Marli Savelli
“Eu te amo em todas as línguas”, na Esoterikha.com
Vestida de Pétalas
VESTIDA DE PETALAS
No jardim do amor o encontro
da Rosa e o Cravo
Botão entreaberto encobre a sua pureza
E num jogo do bem-me-quer
De pétala em pétala a desabrochar
Em meio às flores um amor inocente
Envolto ao aroma amou perdidamente
Marli Savelli
PS: Procurando por um outro texto (que devo ter deletado definitivamente), entre os meus rascunhos, encontrei este de algum tempo já, e, resolvi publicar…
(Sub)missão
(SUB) MISSÃO
O novo torna-se velho, tudo muda
Presos no condicionamento,
a liberdade surda-muda?…
Declaro-te culpado por ser você mesmo
Prisão perpétua ou pena de morte?…
Debaixo de regras e preconceitos,
o que se espera do homem?…
Robôs programados,
todos semelhantes, tudo igual
Devo partilhar da mesma idéia e gosto?…
Leio o que me dá prazer
Assisto o que me proporciona bem estar
Ouço aquilo que me agrada
Às vezes, posso ser fútil, e daí?…
Mais eu, menos os outros
Aceita-me assim?…
Quantas verdades existem?…
A sociedade nos convence da submissão
Nós não nos cansamos da missão:
Ser feliz!…
Marli Savelli
Submissão publicado no Palavras Rabiscadas em 15/04/2010
“A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando descobrimos que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. Geralmente quando começamos a viver muito em torno do que o outro gostaria que fôssemos, é que estamos muito mais preocupados com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.”
Padre Fábio de Melo









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