Archive for maio, 2011

Poesia e Amor Sem Gelo, Por Favor

POESIA E AMOR SEM GELO, POR FAVOR

Não, eu nunca usei nenhum tipo de droga
para escrever
Poesia e Amor são os meus vícios
 Sim, sou alcoolotra!
Dessas que se embriaga e não pensa no que fala
Não fumo maconha
Não cheiro cocaína
Não bebo cachaça
Liberdade não é isso, eu não preciso disso
Minhas viagens são sonhadoras
não alucinógenas
Na verdade, sinto que sou
a própria droga
Escrevo para não me perder de mim!…

Marli Savelli

Aproveitei para fazer este poema lembrando que hoje, 31/05, é comemorado o ”DIA MUNDIAL SEM TABACO”. A data lembra a necessidade de combater o tabagismo, hábito que leva a cerca de 5 milhões de mortes anuais no planeta, segundo a OMS. Veja 5 motivos para largar o vício

31 de maio de 2011 at 10:46 am 1 comentário

Arroz-com-Feijão e Letras

ARROZ-COM-FEIJÃO E LETRAS

O arroz queimou,
o feijão não atingiu o ponto.
Desculpe-me,
foi mera distração!…
Pensa que é fácil cuidar do jantar,
da casa,
e ainda costurar coração?…

Marli Savelli

Feijão-com-arroz é a comida típica do Brasil, não enjoa nunca, é paixão nacional!

30 de maio de 2011 at 7:40 am Deixe um comentário

Alma Escritora

 

ALMA ESCRITORA

Clarice Lispector, me entenderia
Até parece que ela sou eu, eu sou ela!
Talvez seja eu, apenas eu…
Uma sonhadora debaixo do edredom
Longe de holofotes e flashes
Buscando nas linhas paradoxais
o equilíbrio
__ Poeta  ou  louca?…
Posso levar a vida inteira
para ter respostas
Quem sabe em outro planeta!

Marli Savelli

27 de maio de 2011 at 2:32 pm Deixe um comentário

Feliz Nostalgia

(7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia)

FELIZ NOSTALGIA

A noite chega, festa esplêndida
O Sol entra para brilhar
Sirva-se de algo triste, um aperitivo
É hora de começar
No cálice, a luz de um claro vinho
É preciso se embriagar
A melodia nostálgica vamos dançar
( Lábios ao fulgor do sol
num beijo que derrete o céu )
Chora a canção que fiz agora,
S o l O u ç a  nesta hora
Vestido de gala, à tua mesa, na sala
No peito a última cantiga
que no íntimo abriga
Mil notas! Mais brindes!…
Os anjos chamam e a taça se derrama.

Marli Savelli

Este é um poema paradoxal, uma mistura de aniversário e funeral,  festa e luto – feito em homenagem ao ‘nascimento’ e  ‘falecimento’ de Robindronath Tagore: http://casapoeticadetagore.blogspot.com/

27 de maio de 2011 at 10:11 am Deixe um comentário

Meu Mundo Madrepérola

MEU MUNDO MADREPÉROLA

Parece até que eu não frequentei aulas
de Geografia,
Sinto-me tão desorientada com esta divisão
- Américas, Europa, Ásia, África –
Vai além das fronteiras
do meu entendimento
E não entender me faz crer que somos um só povo
Falando idiomas diferentes,
mas pensando, sentindo e agindo
com o mesmo impulso de qualquer vivente…
Se eu te disser:
Eu te amo, em português
I love you, em inglês
Te amo, em espanhol
Je t’aime, em francês
Ich liebe dich, em alemão
Ti amo, em italiano
Kimi o ai shiteru, em japonês…
Podemos ver que sentir é
infinitamente maior que entender…
Se não fala a minha língua
fala a minha alma.

Marli Savelli

 

“Eu te amo em todas as línguas”, na Esoterikha.com

23 de maio de 2011 at 8:31 am Deixe um comentário

Vestida de Pétalas

VESTIDA DE PETALAS

No jardim do amor o encontro
da Rosa e o Cravo
Botão entreaberto encobre a sua pureza
E num jogo do bem-me-quer
De pétala em pétala a desabrochar
 

Em meio às flores um amor inocente
Envolto ao aroma amou perdidamente

Marli Savelli

 

PS: Procurando por um outro texto (que devo ter deletado definitivamente), entre os meus rascunhos, encontrei este de algum tempo já, e, resolvi publicar…

15 de maio de 2011 at 6:53 pm Deixe um comentário

(Sub)missão

(SUB) MISSÃO

O novo torna-se velho, tudo muda
Presos no condicionamento,
a liberdade surda-muda?…
Declaro-te culpado por ser você mesmo
Prisão perpétua ou pena de morte?…
Debaixo de regras e preconceitos,
o que se espera do homem?…
Robôs programados,
todos semelhantes, tudo igual
Devo partilhar da mesma idéia e gosto?…
Leio o que me dá prazer
Assisto o que me proporciona bem estar
Ouço aquilo que me agrada
Às vezes, posso ser fútil, e daí?…
Mais eu, menos os outros
Aceita-me assim?…
Quantas verdades existem?…
A sociedade nos convence da submissão
Nós não nos cansamos da missão:
Ser feliz!…

 

Marli Savelli

Submissão publicado no Palavras Rabiscadas em 15/04/2010

 

“A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando descobrimos que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. Geralmente quando começamos a viver muito em torno do que o outro gostaria que fôssemos, é que estamos muito mais preocupados com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.”

Padre Fábio de Melo

12 de maio de 2011 at 10:40 am 2 comentários

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Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

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