Posts filed under ‘Poema Visual’

Vidas Cruzadas

  VIDAS CRUZADAS

                              C
                              R
                              U 
                              Z 
                         V  A 
                          I  D
C  R  U  Z  A  D  A  S 
           V  I   D  A  S 
                        S

Marli Savelli                  

28 de março de 2012 at 5:41 pm Deixe um comentário

A Pedra

A PEDRA

No meio do caminho tinha uma pedra
                        d
                             e
                                 s
                            v
                        i
                       o
da pedra que tinha no meio caminho…

Marli Savelli

22 de março de 2012 at 9:30 pm Deixe um comentário

Escure’ceu

ESCURE’CEU

Céu azul
em quebra-cabeça:
vi a moldura e fui montando
- peça por peça –
as cores que iam surgindo…

Ao final, num piscar,
percebi o trocadilho nos encaixes,
notei a imagem distorcida.
Sobre a cabeça desmontou
estrela cade
                                n
                                t
                                e
                                 O céu caiu!…

Marli Savelli

1 de outubro de 2010 at 1:01 pm 2 comentários

Terra à Vista

TERRA À VISTA 

Tempestade, águas turbulentas.
Vento voraz… tormentas.
Na ânsia do desvario,
fui levada para o mar pelo rio.
A embarcação com as ondas tombou.
O ferimento para o fundo, sangrou.
As bagagens de bruços,
abriu o peito, absorveu-as em soluços.

Lá se vão… afundando.
Uma depois outra, naufragando. 

Nas profundezas flutuantes,   
se afogando nas mãos gigantes.

 Do naufrágio, eu venho à tona!
Trouxe do mar só uma
g
o
t
a
salgada.

Marli Savelli

11 de agosto de 2010 at 3:36 pm Deixe um comentário

Chuva Cai Chuva

CHUVA CAI CHUVA

A flor vai crescer,
O arco-íris aparecer,
E a tristeza vou esquecer.

   c       g             l
    h       o      m      a 
   u       t      o      v
     v       a     l        a
       a       s      h        
                         a       m
           c      c        m       e
            a         r               u
 i         i       a
                     s             c
            c       t                 o
        h      a          t       r
    u        l        e       a 
          v       i       r         ç
       a       n         r       ã
                    a       a       o
s

              ~~ l     v  ~ e     b     r  ~~~ t     r      t    e    ~~~
              ~ e     a ~  m   o    a ~ a ~~  i   s   z    a ~
                ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~

Marli Savelli

 

Chuva Cai Chuva publicado no Palavras Rabiscadas em 17/02/2010

8 de julho de 2010 at 8:10 am Deixe um comentário

Leão Domado

 

LEÃO DOMADO

Paixão desperta, leão murmura
Fera devora sem brandura
Machuca, não doma na gruta

Tropeça,            Levanta
\ Cai /
   Soluça   …     Ruge 

Em cada batalha uma tortura
Todos os dias uma luta
No peito o golpe que não cura…

Exausto, cai no sono o leão
ZZzzz ( como um cordeirinho )
À espera: tigres, lobos, leopardos…

Marli Savelli

 

Leão Domado publicado no Palavras Rabiscadas em 31/03/2010

5 de julho de 2010 at 11:16 am Deixe um comentário

Berço para o Sonho

 

BERÇO PARA O SONHO

Lençóis desarrumados
Viro de de um     lado 
                  para              outro

 

    Eu me deito
                                 L
     TIC                     e
                  TAC       v
       TIC                   a
                  TAC      n
                                  t
    Logo  eu deit o

 

 Tenho sono,
                não adormeço.
Embalo o sonho,
               procuro um berço.

 

Marli Savelli

 

Berço para o Sonho publicado no Palavras Rabiscadas em 09/03/2010

1 de julho de 2010 at 9:51 am Deixe um comentário

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Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

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