Posts filed under ‘Soneto’

Azul

 

AZUL

Tua voz me faz voar como águia no céu.
Nos olhos do universo a contemplar…. 
Sobre as nuvens, juntos, rompendo o véu. 
De palavra em palavra… soltos no ar. 

Maravilhados, com anjos dançando.
Nossas asas leves, em vôos discretos…
Sobrevoando as montanhas e cantando,
Revelando os mais desejos secretos.

Sonhos breves deslumbram como penas.
No esmalte azul do infinito se vão…
Voando pelas horas vagas, acenam.

Ao teu ritmo, meu coração, afino.
No teu suspirar… melodia,  canção.
Cenário às alturas, o nosso destino.

 Marli Savelli

 

Azul publicado no Palavras Rabiscadas em 29/05/2010

15 de julho de 2010 at 11:26 am Deixe um comentário

Doce Paraíso

DOCE PARAÍSO

Vento por entre as folhas da macieira.
Debaixo das árvores do jardim,
Convida-me a entregar por inteira.
Desfrutar do pecado carmesim.

Flores despertam no canteiro, lagos…
Um desejo envolvente,  de repente.
Paixão pulsa no peito, sonhos vagos…
Na nascente, encontro com a serpente.

Do pecador, devo seguir os rastros?
Ao Deus dos céus teme o meu coração.
Avisto o slide do Criador, seus astros.

O encanto do pecado, um unguento.
Minha boca murmura uma oração.
Ó Senhor! Clama minh’ alma em tormento.

 Marli Savelli

 

Doce Paraíso publicado no Palavras Rabiscadas em 21/02/2010

16 de junho de 2010 at 11:05 am Deixe um comentário

In-Veja

IN-VEJA

Enquanto está a procura de sua estrela,
Um dos pecados capitais aprecia.
Para alcançar faça por merecê-la.
Não se empenhe na maldade, repudia.

Prisioneiro atroz, busque a liberdade.
Contra mal olhado… escudo espelhado.
Calar-me? Não busco celebridade.
Tua criação acha-se no meu trilhado?

Ardileza! Pra quê tanta ambição?
Procure o antídoto de sua cobiça.
Veneno que corrói a alma, o coração.

Somos meros mortais, tente-se remir.
Escárnio atiça… tempo desperdiça.
A serpente do mal, quem há de exprimir?

Marli Savelli

in-Veja publicado no Palavras Rabiscadas em 24/03/2010.

6 de junho de 2010 at 5:10 pm Deixe um comentário


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MARLI SAVELLI DE CAMPOS

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Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

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