Archive for julho, 2010

Sei Que Nada Sei

SEI QUE NADA SEI

O calado não sei
junto ao falante sei lá,
me levou a um nada sei.

Marli Savelli

 

Sei que Nada Sei publicado no Palavras Rabiscadas em 28/03/2010

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30 de julho de 2010 at 14:26 Deixe um comentário

Quem Decide o Final?

QUEM DECIDE O FINAL?

O livre arbítrio são reticências do destino… 

O enredo já foi escrito, mas há espaços nos inícios, meios, ou fins, pontilhados, situações pouco claras nos convidando a prosseguir para concluir com a nossa liberdade de escolha… Se não disse, então…  siga as pegadas, preencha os traçados,  você é coautor de sua própria história. […]

Se não acertar nas escolhas, vai ser reprovado e enforcado —

Marli Savelli

forca

 

Parafraseando o mestre Mário Quintana quando diz:  “As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho”

30 de julho de 2010 at 09:15 Deixe um comentário

Pedra sobre Pedra

 PEDRA SOBRE PEDRA

Pelos caminhos, ruas e esquinas por onde ando – pedras em meio às flores – umas pequenas outras grandes. São pessoas que atiram pedras… Têm as que curam os ferimentos; Outras são pedras no caminho… têm pessoas que nos ajudam a carregá-las ou afastá-las com cuidado para não se ferir… Alguns preferem à luta sangrenta, usam as pedras como  armas, visam destruir não construir. Empenham-se na vida alheia, deixando de reparar a própria estrada. O que cada um faz com elas é pessoal. Com as pedras calço meu caminho com argamassa colorida, protejo os pés de não pisar no barro. É preciso firmeza, uma maratona a seguir…

Muitas vezes tropeço, mas levanto…  Obstáculos obstruem a passagem, sobrevém o cansaço, o desânimo – insisto não desisto! Para ir além do entrave, pedras para levantar uma escada: poeira no olho, o pedreiro a trabalhar… No outro passo engenho o futuro – projetos, organização, planos. Cada pedra uma letra, um raciocínio: compasso, régua, lápis, papel. Dia-a-dia, o desenho. A construção da casa, o teu espaço: trabalho, segurança… Quem sabe,  reforma ou ampliação. Seja como for, ali estão as pedras. Exige esforço e dedicação. Para todas há sempre uma serventia:  No caminho solidificam o chão; os degraus no transpor de barreiras; presentes no alicerce da construção…

Pedras?
São pesadelos,
e pesadelos passam…
Logo descanso
nos sonhos!

Marli Savelli

Pedra sobre Pedra publicado no Palavras Rabiscadas em 19/04/2010

28 de julho de 2010 at 10:59 2 comentários

Sinal da Cruz

SINAL DA CRUZ

Quem és tú
que me insulta às ocultas,
desconhecido de alma insensata!
Se não me mataram na madre,
minha história
será escrita até o fim!
Não tremo diante de ti
Temo, sim,  A q u e l e
que tem o poder de lançar
corpo e alma no fogo do inferno.
Cala-te!

Marli Savelli

27 de julho de 2010 at 10:18 Deixe um comentário

Eclipse

ECLIPSE

À céu aberto se exibem.
Com luneta, o público,
Voyeur do infinito.

Marli Savelli

 

Eclipse publicado no Palavras Rabiscadas em 15/03/2010

26 de julho de 2010 at 08:23 Deixe um comentário

As Folhas Ardem

AS FOLHAS ARDEM

O amor ateia a chama  
que se abate no medo.
Tudo cinza,
em cinzas.
Do crepitar da
labareda
ao gelo
que estremece.
Restaram faíscas.

Marli Savelli

25 de julho de 2010 at 10:43 Deixe um comentário

À Luz da Razão

À LUZ DA RAZÃO 

A Emoção,
sempre menina e doce,
é rechaçada pela
conselheira Razão.
(Sim, essa razão
que um dia já foi emoção…)
 
Quando na desobediência,
age dura e friamente,
a faz sofrer todos os castigos!

No seu quarto,
embalada no berço da lógica,
amanhece a emoção
com olhar de alvorada,
com o sonho
que não ousou sonhar…

Marli Savelli

 

 À Luz da Razão publicado no Palavras Rabiscadas em 28/03/10

22 de julho de 2010 at 15:04 Deixe um comentário

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Eclosão

ECLOSÃO Todo aquele sentimento abafado, sufocado, camuflado, o que está mais lá dentro, protegido e guardado […] Você aflora, integra o que foi partido e irriga. Marli Savelli

Procuração Plenos Poderes

Eu sacrifico o meu direito de escolha e outorgo plenos poderes a Deus sobre a minha vida, para aceitar, prorrogar, retificar ou ratificar, escolher, alterar, responder, resolver, transferir e restituir, renovar, cessar e acessar (…) Autorizo-O a praticar atos em meu nome, por meio de mim – que eu não seja mais eu, não quero mais existir […]

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ANULADO Eu não carrego mais comigo o peso da promessa Deus já levou nos braços da cruz o meu fardo Eu tenho direito Está anulado! Estou livre Marli Savelli

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O ROLO ETERNO Parece que tudo não passa de uma charada de difícil interpretação. A lógica que minha mente não está a altura de decifrar: histórias e nomes que se confundem, como num emaranhado de linhas, que só descobrimos com o desenrolar do rolo [mas, que ainda não entendemos]. Por uma razão que desconhecemos, só o Senhor […]

Aos Ratos e Aos Morcegos

AOS RATOS E AOS MORCEGOS ” Chegará o dia em que buscarás por Ele e não acharás “ – Senhor! – Senhor! ” E naquele dia atirarás aos ratos e aos morcegos os ídolos que fizeram pra adorar “ Mas, no dia de hoje, Ele ainda diz: “o que vem a mim  jamais o lançarei […]

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

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Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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