Archive for setembro, 2010

Onde Está Tua Pátria?

 

ONDE ESTÁ TUA PÁTRIA?

Brasil, filho bastardo de Deus
Um a furtar,
outro a foder.
Inocente de culpa merece desculpa?
Órfãos da pátria que pariu
“_ Filhos exemplares lhe dão mesada,
põe ordem na rapaziada!…”
Mãe desnaturada 
Meretriz  dos saqueadores
Crianças sem abrigo e pão,
nem educação…
Teu grito lascivo fere
Enquanto a tua barriga cresce
Faça laqueadura
porque a vida aqui é uma caricatura!…

Marli Savelli

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28 de setembro de 2010 at 11:45 Deixe um comentário

Fio da Meada

FIO DA MEADA

Encontro dos fios
Conexão
entre as palavras e a realidade
Reticências (…)
Curto-circuito
Descarga de energia elétrica
As letras se desligam
 Apagão
Perdi o fio da meada
Ponto final.

Marli Savelli

26 de setembro de 2010 at 14:57 Deixe um comentário

À Flor da Pele

À FLOR DA PELE

Amélia,
(a flor, não a mulher)
Pétalas brancas
levemente esverdeadas
O talo
o botão
Perfume de rosa

 Amélia
(a mulher, não a flor)
Esquenta, esfria!
Passa… pelo quarto,
sala e cozinha.
Faxina
Cheiro de limpeza

 Amélia
(o Caule e a Flor)
Na cama
Lençóis macios
A flor impele
o pólen
Bom amor no ar!

Marli Savelli

 

23 de setembro de 2010 at 12:44 Deixe um comentário

O Carteiro e o Poema

O CARTEIRO E O POEMA

Nos braços do cometa ele veio
-o carteiro de Marte-
Marciano deixa a carta no correio
e logo parte.

Abri-la tenho receio.
Será a passagem para amar-te?
Encontro um poema no meio.
O coração se reparte.

Em cada palavra que leio,
o amor a decifrar-te.
Pus para dormir em meu seio.
Vênus a abraçar-te!

Marli Savelli

16 de setembro de 2010 at 08:09 Deixe um comentário

Agenda

AGENDA

Seja bem-vinda, alegria!
Hoje vamos nos divertir (quem diria?)
Não vai embora ainda, espera…
Vou fechar a porta, trancar a janela.
Nenhuma brecha.
Ops!  Uma inevitável fresta –
os lábios entreabertos num sorriso.

Não tardou, do lado de fora: toc! toc! …
__ Adivinha quem é?
Tentei fingir não ouvir.
A importuna visita, não atendi!
(Onde alegria está a outra não pode entrar)
__Venha outra hora, eu disse,
no caminho perca meu endereço.

Marli Savelli

14 de setembro de 2010 at 21:37 Deixe um comentário

Pensamento

“Quando o alarme falha, os cães ladram”

Marli Savelli

14 de setembro de 2010 at 10:40 Deixe um comentário

Autenticidade

 AUTENTICIDADE

As pessoas nem sempre tem culpa
de serem o que são
-violação-
Só não deve se passar por aquilo
que não é.
-representação-
Diversas traduções,
levam às diferentes interpretações.
-ficção-
Publique-se sem censura,  
com transparência!
-original versão-

Marli Savelli

13 de setembro de 2010 at 09:20 Deixe um comentário

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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Selo da Amizade

Biblioterapia

Eclosão

ECLOSÃO Todo aquele sentimento abafado, sufocado, camuflado, o que está mais lá dentro, protegido e guardado […] Você aflora, integra o que foi partido e irriga. Marli Savelli

Procuração Plenos Poderes

Eu sacrifico o meu direito de escolha e outorgo plenos poderes a Deus sobre a minha vida, para aceitar, prorrogar, retificar ou ratificar, escolher, alterar, responder, resolver, transferir e restituir, renovar, cessar e acessar (…) Autorizo-O a praticar atos em meu nome, por meio de mim – que eu não seja mais eu, não quero mais existir […]

Anulado

ANULADO Eu não carrego mais comigo o peso da promessa Deus já levou nos braços da cruz o meu fardo Eu tenho direito Está anulado! Estou livre Marli Savelli

O Rolo Eterno

O ROLO ETERNO Parece que tudo não passa de uma charada de difícil interpretação. A lógica que minha mente não está a altura de decifrar: histórias e nomes que se confundem, como num emaranhado de linhas, que só descobrimos com o desenrolar do rolo [mas, que ainda não entendemos]. Por uma razão que desconhecemos, só o Senhor […]

Aos Ratos e Aos Morcegos

AOS RATOS E AOS MORCEGOS ” Chegará o dia em que buscarás por Ele e não acharás “ – Senhor! – Senhor! ” E naquele dia atirarás aos ratos e aos morcegos os ídolos que fizeram pra adorar “ Mas, no dia de hoje, Ele ainda diz: “o que vem a mim  jamais o lançarei […]

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

Lançando a Rede

Prêmio Dardos

Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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