Archive for outubro, 2010

Velha Canção

VELHA CANÇÃO

O dia amanheceu lírio laranja,
raiou um bem-querer,
iluminando a canção de sol
“Parabéns à você!…”
Hoje é o seu dia, vamos festejar
“nesta data querida!…”
Um cheiro de hortelã do campo
veio anunciar
“…muitas felicidades, muitos anos de vida!”
__ Que tal um piquenique?
“É pique! É pique!…”
De flores silvestres vou te ofertar um ramalhete
acompanhado de um bilhete:
Feliz Aniversário!

Marli Savelli

26 de outubro de 2010 at 01:38 Deixe um comentário

Quadras

QUADRAS 

O passado veio me visitar
Invadiu o presente,
segurou minha mão e me levou
a fazer poesias a passeios.

Fomos até a Cruz e Souza,
no lugar onde morei quando nasci.
Casa de madeira azul…
avistava dali a estrela D’Alva.

O destino não tardou,
cruzamos até a Fagundes Varela.
Um flash back das brincadeiras de rua,
num campo em frente de casa…

De lá eu segui viagem a pé
Não ia me esquecer da João Ribeiro,  
aquela que eu costumava dizer:  
__ Uma casa no meio da rua!…

 Ao passo que da Afonso Taunay,
um poema entrou em erupção
“Se essas ruas,  
se essas ruas fossem minhas…”

 E agora, qual o caminho de volta?
Só sei que ainda sonho,
faço castelos de areia…  
Mas meu tempo é sempre futuro!

Marli Savelli

21 de outubro de 2010 at 10:56 Deixe um comentário

Amigo Animal

AMIGO ANIMAL

Aquiles… Kyle… Qui…
Saudades! Quanta falta faz aqui!
Meu coração ainda late por você.

Espoleta, olhos sempre contentes,
fazia tanta bagunça, tirava risos da gente.
Agora, te ver mais nunca.

Os latidos em que a amizade brincava,
fatalmente abafados na areia.
Ali, por onde o passarinho gorjeia.

Perdão, amigo, dessa vez não foi possível.
Já sem alento – viveu tão pouco –
partiu rosnando um adeus rouco !

 Marli Savelli

18 de outubro de 2010 at 07:41 Deixe um comentário

Informa

INFORMA

Professor em forma
  .   in
                     … forma.

Marli Savelli

13 de outubro de 2010 at 15:19 Deixe um comentário

Sanduíche

SANDUÍCHE

Com boca macia de maionese
Devorou o amigo
Como quem come Hot Dog

Marli Savelli

13 de outubro de 2010 at 15:15 Deixe um comentário

Louco Palpitante

LOUCO PALPITANTE

Uma trovoada no coração!…
Palpitante abrasado,
despertou gemendo, tirou-me do leito.
Clama em desenfreada pulsação.
Insensato, agonizado,
se recusa acalmar no peito,
me faz perder a razão.

Batimentos em súplicas desafina.
Saudades sem igual.
Consola… mas não dura.
-A inquietude domina-
Sepulta, esmaga, o punhal.
Desordem de sentimentos tortura.
Não posso suportar a sina.

Custa desencantar um sonhador.
Mal sabe o que sente.
Sem comando é um desassossego.
Labareda de amor,
no inferno astral acende. 
Para adormecer no aconchego,
é preciso aquietar-te louco prosador!…

  Marli Savelli

Louco Palpitante publicado no Palavras Rabiscadas em 20/03/10

6 de outubro de 2010 at 14:51 Deixe um comentário

Escure’ceu

ESCURE’CEU

Céu azul
em quebra-cabeça:
vi a moldura e fui montando
– peça por peça –
as cores que iam surgindo…

Ao final, num piscar,
percebi o trocadilho nos encaixes,
notei a imagem distorcida.
Sobre a cabeça desmontou
estrela cade
                                n
                                t
                                e
                                 O céu caiu!…

Marli Savelli

1 de outubro de 2010 at 13:01 2 comentários


Obrigada =)

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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Eu: Se eu soubesse, Senhor, eu faria diferente (…) Deus: Baseado nos seus sentimentos, opiniões e razões. Por isso mesmo, você não pode ser governada pelas suas vontades, sou eu quem dito! Espalhe amor e não religião. Não negue Cristo. Marli Savelli

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ENCURVAMENTO Passa-se tanto tempo amarrado, que ao se libertar não consegue voar, bate as asas e cai no mesmo lugar, dando voltas em círculos, chorando as cebolas do Egito. Qual o seu grau de encurvamento? Os velhos ídolos, tradições e ritos pesam sobre os teus ombros. Não há mais correntes, sai do cativeiro, o Senhor […]

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Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

Lançando a Rede

Prêmio Dardos

Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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Na Minha Casa, Tagore

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