Archive for dezembro, 2010

À Beira Rio

À BEIRA RIO

Anzol preso na lua   
-peixe fora d’água-
O rio pesca!…

Marli Savelli

 

30 de dezembro de 2010 at 08:37 2 comentários

Sete Anos

SETE ANOS

 Teu rosto   
refletia  imagem idealizada
– o espelho quebrou –   
Sorte!…

Marli Savelli

30 de dezembro de 2010 at 08:32 Deixe um comentário

Dragão

DRAGÃO

Algum remédio para acidez?

Perdoa-me!

Servirei-te um beijo

com doses de veneno

 -não tóxico-

As entranhas me ardem

Ai, meus ais!…

 

Marli Savelli

29 de dezembro de 2010 at 10:45 Deixe um comentário

Um Chazinho Entre Malucos

UM CHAZINHO ENTRE MALUCOS

 __ Que relógio engraçado, disse Alice,
diz o dia do mês e não diz a hora!
O chapeleiro respondeu:
__ Toda hora é hora do chá!

Pressenti a presença do Tempo,  
mas não vi o rosto.
Logo se apresentou com sapiência,
e eu o ouvi com paciência:

__ Sou transitório, efêmero como você!…  
Fico entediado com a rotina,
adivinho as atitudes previsíveis!
Isso faz com que sintam os dias abreviados.

Pensei:   
__ Será que é o relógio que está falando?
(Se aquilo era um sonho,
não foi amedrontador que me fizesse acordar!)

 Ele prosseguiu:  
__ Venho te pedir que quando eu passar,
não reclames, me recebas bem…
É comigo que aprende tudo!  – e saiu apressado.

 __  Espere, tome uma xícara de chá,
 ficou tão  pouco, não se vá!

__ Não me importo em nunca  ficar,  
é minha sina não poder parar…

Marli Savelli

Inspirado na leitura do capítulo 7,  de Alice no País das Maravilhas

NOTA: Ao contrário do que acontece na vida real, no capítulo 7, de Alice – “Um Chá Maluco”, o tempo não passa, é sempre seis da tarde, a hora do chá! Daí pude perceber o que realmente é uma rotina e sentir como seria ruim se o tempo fosse parado, não faríamos coisas diferentes, não conheceríamos novas pessoas, não cresceríamos – cada dia é uma nova lição. Constatei que o tempo não é vilão, na verdade, nos presenteia com novidades diariamente.

27 de dezembro de 2010 at 15:43 Deixe um comentário

Castelo Encantado

CASTELO ENCANTADO

Enquanto destrói as paredes
– do amor –
outro utiliza os tijolos
e constrói…

Há sempre um castelo erguido
para abrigar
o Rei e a Rainha

Marli Savelli

23 de dezembro de 2010 at 16:05 Deixe um comentário

Panetone, Um Caso de Amor

PANETONE, UM CASO DE AMOR

Tone, um padeiro apaixonado, resolveu fazer um pão diferente – O pane di Tone – sabendo que mesmo no amor é preciso medida, acrescentou na solução uvas passas, como semente da felicidade. Contudo, cometeu alguma falha na criação: o fundo da doçura fermentou na efemeridade… Por isso que o amor, à ponta da faca, passa!…

Marli Savelli

Leia aqui o que diz a lenda: História do Panetone

22 de dezembro de 2010 at 08:49 1 comentário

Cartas de Amor

CARTAS DE AMOR

Se escreves cartas de amor  
e não as entrega,
É o mesmo que guardar dinheiro
debaixo do colchão!…
Os planos mudam,
e a sua moeda poderá desvalorizar.
No amor,
quem poupa, perde!

Marli Savelli

15 de dezembro de 2010 at 08:14 2 comentários

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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Selo da Amizade

Biblioterapia

Pais e Filhos III

PAIS E FILHOS III “Primeiro eu peço com amor, se não obedecer, eu alerto: se não for, vai na vara ou no castigo. E sai rapidamente pra fazer!” Um episódio assim representa aquelas pessoas que não dão ouvidos à voz de Deus, precisam enfrentar alguma dor, sofrer algum castigo para aprender aquilo que é, muitas […]

Tentações No Deserto

TENTAÇÕES NO DESERTO Eu só quero o que vier das mãos de Deus Não quero uma mesa farta de alimento, fama ou poder, oferecida pelo diabo Nada disso tem valor sem Ele. Marli Savelli

Canibalismo Espiritual

Eu me alimento, de manhã, meio dia e noite, para poder alimentar. Há quem prefira às madrugadas, não importa! Mas, existem pessoas sofrendo de canibalismo espiritual, onde o seu corpo está se desintegrando por falta de alimento, desidratados, pois, até mesmo as suas reservas – de energias, alegrias, os seus dons, as suas promessas, estão sendo devoradas, […]

Não Negue Cristo

NÃO NEGUE CRISTO Eu: Se eu soubesse, Senhor, eu faria diferente (…) Deus: Baseado nos seus sentimentos, opiniões e razões. Por isso mesmo, você não pode ser governada pelas suas vontades, sou eu quem dito! Espalhe amor e não religião. Não negue Cristo. Marli Savelli

Encurvamento

ENCURVAMENTO Passa-se tanto tempo amarrado, que ao se libertar não consegue voar, bate as asas e cai no mesmo lugar, dando voltas em círculos, chorando as cebolas do Egito. Qual o seu grau de encurvamento? Os velhos ídolos, tradições e ritos pesam sobre os teus ombros. Não há mais correntes, sai do cativeiro, o Senhor […]

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

Lançando a Rede

Prêmio Dardos

Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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