Archive for abril, 2011

Retratos

RETRATOS

Leio os teus poemas
como folheando um álbum de retratos 
Ângulo perfeito nos encantos
dos versos, nas cartas e outros tantos…
Ao alcance dos olhos
o que os teus contemplaram…
Romance, genealogia do clã,
ideologia, ou filosofia vã?…
O verme do  tempo corrói ,
não o imortal…
Depois do acorde final,
para onde vai, será que se esvai?

Marli Savelli

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27 de abril de 2011 at 14:43

O Anel Que Tu Me Deste…

 

O ANEL QUE TU ME DESTE…

“Muitas vezes, insistimos na pedra, pensando ser preciosa, e recusamos o ouro”

Marli Savelli

 

A partir do comentário de Roberto no post A PRÁTICA DE DEIXAR IR. O título foi inspirado na Cantiga de Roda: Ciranda, Cirandinha

“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Por isso, Seu Fulano, faz favor de entrar na roda
Diga um verso bem bonito, diz adeus e vá-se embora.”

A prática de deixar ir já nas cantigas de criança…

24 de abril de 2011 at 21:41

A Porta Para A Vida

A PORTA PARA A VIDA

Você me ressuscita?
Do outro lado, quando Ele chamar
“__ Lázaro, sai para fora!”
Retira a minha pedra,
os panos, as amarras…
Desate os meus pés, as minhas mãos…
Vida
Vida
Vida
Ainda cheirando cova,
só que de roupa nova!

Marli Savelli

22 de abril de 2011 at 23:00 Deixe um comentário

Porque O Poema Não Morreu

 

PORQUE O POEMA NÃO MORREU

A poesia atravessa séculos…
Livres aos sóis e luas
pelas florestas dos signos…
Tigres tristes, circo aberto,
amores encarnados…
“__ O meu umbigo em você, amigo!”

Passados trinta ou cem anos,
enjaular é matar o que não morreu!
É secar uma alegria, calar um oceano…
É preciso mantê-los circulando
na rede da contemporaneidade,
entre o mais novo e o mais velho…
porque o poema não morreu!

Marli Savelli

22 de abril de 2011 at 16:31 Deixe um comentário

Quando o Galo Canta

QUANDO O GALO CANTA

O galo cantou essa noite,
você escutou!?…
É preciso coragem para ouvi-lo
por três vezes!
Não se preocupe porque…

Deus sempre manda um anjo
Deus sempre manda um anjo
Deus sempre manda um anjo

O dia amanheceu 
em tom cor-de-rosa e até roxo…
– Cumpriu-se a sentença –
O  galo diante do anjo,
vestido de pena, calou-se!

Marli Savelli

18 de abril de 2011 at 09:42 Deixe um comentário

Enfim, [ver]sós!

ENFIM,  [VER]SÓS!

Sou amante das Letras
– é vício da língua –
Querer te descobrir na cama

Marli Savelli

17 de abril de 2011 at 21:37 Deixe um comentário

Asa Ferida

ASA FERIDA

Dá três passinhos e voa o espaço de um,
mais três passinhos…
Não sei em que momento se feriu,
a avezinha.
O processo é de reabilitação
– de dentro para fora –
Até parece que saiu agora do ovo!…

Marli Savelli

11 de abril de 2011 at 11:32 Deixe um comentário

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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ECLOSÃO Todo aquele sentimento abafado, sufocado, camuflado, o que está mais lá dentro, protegido e guardado […] Você aflora, integra o que foi partido e irriga. Marli Savelli

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Eu sacrifico o meu direito de escolha e outorgo plenos poderes a Deus sobre a minha vida, para aceitar, prorrogar, retificar ou ratificar, escolher, alterar, responder, resolver, transferir e restituir, renovar, cessar e acessar (…) Autorizo-O a praticar atos em meu nome, por meio de mim – que eu não seja mais eu, não quero mais existir […]

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ANULADO Eu não carrego mais comigo o peso da promessa Deus já levou nos braços da cruz o meu fardo Eu tenho direito Está anulado! Estou livre Marli Savelli

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O ROLO ETERNO Parece que tudo não passa de uma charada de difícil interpretação. A lógica que minha mente não está a altura de decifrar: histórias e nomes que se confundem, como num emaranhado de linhas, que só descobrimos com o desenrolar do rolo [mas, que ainda não entendemos]. Por uma razão que desconhecemos, só o Senhor […]

Aos Ratos e Aos Morcegos

AOS RATOS E AOS MORCEGOS ” Chegará o dia em que buscarás por Ele e não acharás “ – Senhor! – Senhor! ” E naquele dia atirarás aos ratos e aos morcegos os ídolos que fizeram pra adorar “ Mas, no dia de hoje, Ele ainda diz: “o que vem a mim  jamais o lançarei […]

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

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Prêmio Dardos

Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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