Archive for maio, 2011

Poesia e Amor Sem Gelo, Por Favor

POESIA E AMOR SEM GELO, POR FAVOR

Não, eu nunca usei nenhum tipo de droga
para escrever
Poesia e Amor são os meus vícios
 Sim, sou alcoolotra!
Dessas que se embriaga e não pensa no que fala
Não fumo maconha
Não cheiro cocaína
Não bebo cachaça
Liberdade não é isso, eu não preciso disso
Minhas viagens são sonhadoras
não alucinógenas
Na verdade, sinto que sou
a própria droga
Escrevo para não me perder de mim!…

Marli Savelli

Aproveitei para fazer este poema lembrando que hoje, 31/05, é comemorado o ”DIA MUNDIAL SEM TABACO”. A data lembra a necessidade de combater o tabagismo, hábito que leva a cerca de 5 milhões de mortes anuais no planeta, segundo a OMS. Veja 5 motivos para largar o vício

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31 de maio de 2011 at 10:46 1 comentário

Arroz-com-Feijão e Letras

ARROZ-COM-FEIJÃO E LETRAS

O arroz queimou,
o feijão não atingiu o ponto.
Desculpe-me,
foi mera distração!…
Pensa que é fácil cuidar do jantar,
da casa,
e ainda costurar coração?…

Marli Savelli

Feijão-com-arroz é a comida típica do Brasil, não enjoa nunca, é paixão nacional!

30 de maio de 2011 at 07:40 Deixe um comentário

Jana Gana Mana

JANA GANA MANA(em Bangla : Jono Gono Mono)
“O Espírito de todo o povo”
por Robindronath Tagore (letra e música)
HINO NACIONAL DA ÍNDIA
Tradução da versão inglesa por Cecília Meireles
Tu és o que comandas o espírito do povo
Tu, o Dispensador do destino da Índia.
Teu nome anima o coração do Penjab, do Sind,
Gujerate e Marata, de Dravid, Orissa e Bengala;
Ecôa nos montes dos Vindias e Himalaias,
mistura-se à música do Jamuna e do Gangues,
e transforma-se em ondas do Oceano Índico. 
Eles imploram tuas bençãos e entôam-te louvores :
A Ti, ó Dispensador do destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória !
Tua voz, noite e dia, viaja de terra em terra,
convocando Indus, Budistas, Sikhis e Jainas em redor do teu trono.
e Parsis, Muçulmanos e Cristãos.
Ao teu santuário vêm oferendas, de Leste e Oeste,
Para serem tecidas numa corôa de amor.
Tu reunes os corações dos povos na harmonia de uma só vida :
Vitória, Vitória, Vitória!
Eterno condutor, guias o carro da história humana
pela estrada revolta por grandeza e decadência das Nações.
Em meio de tôdas as atribulações e terrores,
sôa tua trombeta, para animar os que despertam e desfalecem
e conduzir todos os povos por seus caminhos de perigos e peregrinação.
A Ti, ó Dispensador do Destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória!
Quando a longa terrível noite era de treva espessa,
e a pátria ainda jazia num torpor,
teus braços maternais a sustentaram,
teus olhos vigilantes se inclinaram para o seu rosto
até que ela se libertasse dos negros sonhos maléficos
que oprimem o espírito.
A Ti, ó Dispensador do destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória!
A noite clareia, o sol levanta-se no Oriente,
cantam os pássaros, a brisa matinal traz um bulício de vida nova.
Tocada pelos raios de ouro do teu amor,
a Índia desperta e inclina a cabeça a teus pés :
A Ti, ó Rei dos reis, a Ti, ó Dispensador do destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória!”

…………………………………………………..
    Notas aclaratórias sobre este Poema-Canção elaboradas pelo Prof. José Paz , da Galiza :
1.- Onde aparece a letra “j” deve-se ler sempre como o nosso “lh”
2.- Fez algumas correções para a pronúncia certa de nomes e palavras indianos. (ex. Gangues)
3.- Este poema-canção de Tagore foi adoitado como Hino oficial da Índia em 1950, após a independência.
Quando tambem foi aprovado o escudo e a bandeira. Nehru foi um dos que mais apoiou que fora este poema tagoreano, no lugar de Vande Mataram de Bonkim Chondro Chottopadhyay. Que fora o cântico de luita durante anos dos indianos pola independência da Índia, do jugo británico.
4.- O dia 27 de dezembro de 1911, no Congresso Nacional Indiano foi interpretada esta canção por primeira vez, e em idioma Bangla (bengalí). Nos seguintes dias foi adoitada já como canção oficial do Congresso. Hoje é este o partido maioritário que governa na República da Índia, com apoio de outros partidos. A líder do mesmo é Sonia Gandhi, esposa de Rajiv Gandhi (filho de Indira e neto de Nehru), que falecera num atentado.
5.- Existiu certa polêmica por ter adoitado o poema de Tagore como hino, pois parece ser que este poema fora escrito para uma receição ao virrei británico. Mas ao final foi aceite por todos, posto que em ele se reflicte a irmandade e solidariedade entre os diferentes povos, estados, culturas e religiões do sub-    continente indiano. No que, dentro da sua grande diversidade, existe uma grande unidade entre todos (por exemplo : só existe uma bandeira, a laranja, branca e verde). Na Índia é muito importante que, dada a grande diversidade, todas as pessoas se respeitem, à margem de ideias, credos, idiomas e filosofias.
Por isto, normalmente trunfam nas eleições os partidos laicos, como o do Congresso, para evitar  conflitos inter-religiosos, que seriam muito graves neste imenso país que é Índia. O país da Paz, das  cores, de Gandhi e Tagore (como o denomino eu).

29 de maio de 2011 at 14:12 Deixe um comentário

Certamente

quietoo

CERTAMENTE

Clarice Lispector, me entenderia
Até parece que ela sou eu, eu sou ela!
Talvez, apenas eu…
Uma sonhadora debaixo do edredom
Longe de holofotes e flashes
Buscando nas linhas paradoxais
o equilíbrio
Certamente, posso levar a vida inteira
para ter respostas
Quem sabe em outro planeta!

Marli Savelli

27 de maio de 2011 at 14:32 Deixe um comentário

Feliz Nostalgia

(7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia)

FELIZ NOSTALGIA

A noite chega, festa esplêndida
O Sol entra para brilhar
Sirva-se de algo triste, um aperitivo
É hora de começar
No cálice, a luz de um claro vinho
É preciso se embriagar
A melodia nostálgica vamos dançar
( Lábios ao fulgor do sol
num beijo que derrete o céu )
Chora a canção que fiz agora,
S o l O u ç a  nesta hora
Vestido de gala, à tua mesa, na sala
No peito a última cantiga
que no íntimo abriga
Mil notas! Mais brindes!…
Os anjos chamam e a taça se derrama.

Marli Savelli

Este é um poema paradoxal, uma mistura de aniversário e funeral,  festa e luto – feito em homenagem ao ‘nascimento’ e  ‘falecimento’ de Robindronath Tagore: http://casapoeticadetagore.blogspot.com/

27 de maio de 2011 at 10:11 Deixe um comentário

A Lua Nova

A LUA NOVA
Como discutem e como gritam!
Como desconfiam e se desesperam!
Nunca param de brigar!
Que tua vida se ponha entre eles, inalterável e pura
Como uma língua de luz
e lhes imponha silêncio com sua formosura.
Que cruéis os torna a cobiça e o ciúme! Como
Violências disfarçadas sedentas de sangue são suas palavras.
Ponha-se entre seus corações irados e que
Teu olhar sublime caia sobre eles como cai a indulgente
Paz do anoitecer sobre a batalha do dia.
Deixe que olhem tua face
E que assim compreendam o sentido de todas as coisas.
Que te amem, e assim amem um ao outro.
Vem ocupar teu lugar nos braços do Eterno.
Abre e levanta teu coração ao nascer do sol, como uma nova flor.
E quando o sol se pôr, inclina tua cabeça e reze
em silêncio a oração da tarde.
Robindronath Tagore

27 de maio de 2011 at 08:37 Deixe um comentário

Meu Mundo Madrepérola

MEU MUNDO MADREPÉROLA

Parece até que eu não frequentei aulas
de Geografia,
Sinto-me tão desorientada com esta divisão
– Américas, Europa, Ásia, África –
Vai além das fronteiras
do meu entendimento
E não entender me faz crer que somos um só povo
Falando idiomas diferentes,
mas pensando, sentindo e agindo
com o mesmo impulso de qualquer vivente…
Se eu te disser:
Eu te amo, em português
I love you, em inglês
Te amo, em espanhol
Je t’aime, em francês
Ich liebe dich, em alemão
Ti amo, em italiano
Kimi o ai shiteru, em japonês…
Podemos ver que sentir é
infinitamente maior que entender…
Se não fala a minha língua
fala a minha alma.

Marli Savelli

 

“Eu te amo em todas as línguas”, na Esoterikha.com

23 de maio de 2011 at 08:31 Deixe um comentário

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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Biblioterapia

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SOBRECARREGADOS Quando o cansaço é no corpo é mais fácil encontrar repouso Mas, quando a alma se cansa, Jesus disse: ‘Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei; e encontrareis descanso!‘ Marli Savelli

Para Minha Posteridade

[ …] Não se sinta menos nem mais, não os considere menos nem mais, em tudo existe uma compensação. É preciso saber aceitar cada um como é, ainda que não tenha, igualmente, as mesmas opiniões e gostos, porque os olhos do outro não são os teus olhos, a boca dele não é a sua boca, não poderás […]

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A NORMA O homem tem os seus meios, opte pelo plano A, B ou C – não importa – Deus é quem determina o fim. Essa é a norma! Marli Savelli

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

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Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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