Lirismo XVI, de O Jardineiro

14 de maio de 2011 at 19:41 6 comentários

 

As mãos segurando as mãos e os olhos mergulhando nos olhos… Assim começa a história dos nossos corações. É noite de março, noite de lua cheia, e no ar flutua o doce perfume da henna. Minha flauta está no chão, esquecida, e a tua grinalda de flores ficou sem terminar…
Este amor entre nós é simples, é igual a uma canção.
Teu véu cor de açafrão embriaga os meus olhos, e a coroa de jasmins que teceste para mim enche-me o coração como um louvor. Brincamos de dar e de reter, de mostrar e de novo esconder. Alguns sorrisos ao lado de pequenos gestos de timidez, e algumas doces e inúteis brigas…
Este amor entre nós é simples, é igual a uma canção.
Este amor não tem mistérios além do presente; não deseja alcançar o impossível, não tem sombras por trás do encanto, nem buscas na escuridão mais profunda…
Este amor entre nós é simples, é igual a uma canção.
As palavras não nos extraviam, levando-nos ao silêncio eterno, nem levantamos nossas mãos ao vazio, buscando coisas além da esperança. Basta o que damos e recebemos… Nunca forçamos a alegria ao máximo, para dela espremer o vinho da dor…
Este amor entre nós é simples, é igual a uma canção.
Robindronath Tagore

Tradução do original b e n g a l i para o inglês, feita pelo próprio autor
Tradução Ivo Sturuiolo
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(Sub)missão Vestida de Pétalas

6 Comentários Add your own

  • 1. Felipe F Falcao  |  12 de maio de 2011 às 15:26

    Perfeito este seu texto… quando há cumplicidade no relacionamento… subtende que a liga que uni os seres é e só pode ser o verdadeiro amor… meus parabéns por esta magnífica obra

    Responder
  • 2. SSDD  |  13 de maio de 2011 às 22:39

    Robindranath Tagore … N conheço mas já gostei. Vou sim acompanhar o blog.

    Responder
  • 3. helio.rocca  |  14 de maio de 2011 às 12:28

    Com verdade é um belo texto. Adorei!

    Responder
  • 4. Marli Savelli de Campos  |  15 de maio de 2011 às 14:16

    Danillo Mendes (SSDD), que legal saber do seu blog, estou mt curiosa para conhecer. Ah! Que bom que você gostou de ler Tagore. Então, continuemos…

    Helio, os textos tagoreanos são delicados e recheados de muito romantismo… Obrigada!

    Abraços Amigos

    Responder
  • 5. Marli Savelli de Campos  |  21 de maio de 2011 às 17:15

    Felipe, eu realmente não sei o que anda acontecendo com o blogger, não sei se é vírus no meu computador, mas o seu comentário havia sumido e só agora voltou, não consigo entender!?…

    Enfim, excelente seu comentário, muito obrigada!… (Se tem alguém que passou por uma situação semelhante com o blogger, avaliza o que eu disse, por favor! ) Estou mais habituada com o wordpress, e têm outras coisas estranhas acontecendo com o blogspot (pelo menos aqui) /rs/ Desculpas!…

    Responder
  • 6. Ticiana Souza  |  17 de outubro de 2011 às 07:23

    A simplicidade e beleza dos poemas de Tagore fazem falta nesse mundo afetado e artificial. Para mim, ler Tagore é parar para respirar, olhar, ver a si mesmo e ao outro, sinceramente, até me emociono com o texto final de O Jardineiro do Amor, em que Tagore se dirige a seus futuros leitores…

    Responder

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Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

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Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

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