Verdades

20 de maio de 2011 at 07:39 4 comentários

VERDADES

Roubo do hoje a força
Fazendo nascer o amanhã
Da janela acompanho com olhar
As nuvens do céu.
De novo a sombra sinistra
Tolda tristemente meus sonhos.
Tua imagem me acompanha
Por todos os lugares por onde ando.
E em todos os momentos
É a tua presença que espanta
As brumas do desconhecido.
Não faço perguntas.
Tenho medo das respostas que já sei.
Liberta do invólucro físico
Devolverei a matéria ao pó de que fora feito.
Vivi meus três caminhos na terra.
Purgatório. Inferno. Céu.
Tudo de acordo com meus projetos,
Minhas atitudes,
Procurando não reincidir nos mesmos erros.
Agora – vago e espero
Entre ápodos e flagelos
O ressurgir da verdade 

Robindronath Tagore
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Vestida de Pétalas Meu Mundo Madrepérola

4 Comentários Add your own

  • 1. helio.rocca  |  20 de maio de 2011 às 19:34

    Um lindíssimo poema existencial, adorei. Aplausos!!!

    Responder
  • 2. Felipe F Falcao  |  23 de maio de 2011 às 09:39

    Bom dia poetisa… que texto magnífico, roubar do hoje a força para sobreviver o amanhã, isso é lirismo puro e belo de si ler… sempre que tiver algo novo, avise-me… grande abraço.

    Responder
  • 3. Marli Savelli de Campos  |  26 de maio de 2011 às 11:27

    Olás, Helio e Felipe!

    Obrigada pelas visitas e comentários.

    Realmente é um belo poema de Tagore… Sentimentos universais:- mesmo que nos sentimos seguros no caminho, às vezes, percebemo-nos cegos ante às dúvidas. Qual a verdade?… Abraços,

    Responder
  • 4. ROSE  |  13 de março de 2014 às 18:04

    Blog ma ra vi lho so, amo Rabindranath, seus texto me encantam, obrigada a você e a ele por tanta beleza. Com amor Rose

    Responder

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Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

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