Archive for setembro, 2011

Salto Agulha

SALTO AGULHA

 Equilibra a arrogância num salto agulha
de quinta
e acusa de desiquilibrada
a pessoa que a manda para
o quinto
Eu não seria capaz de entender o sentido
de certas imposições (…)
Que Deus não me permita
ficar diante de situações 
que eu precise recusar 
aquilo que eu tenho para entregar
Seria hostil,
e tu não deixarias impune 
Quero seguir de mãos limpas!

 Marli Savelli

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29 de setembro de 2011 at 20:40 Deixe um comentário

O Girassol


O GIRASSOL

Estou me desfazendo de tudo aquilo
que está sem cor, sem vida,
feio e opaco
Olho,
mexo,
penso,
repenso
Vou abrindo espaço para o que brilha
O girassol só vira
para o lado do sol

Marli Savelli

29 de setembro de 2011 at 09:21 Deixe um comentário

Acolhimento

ACOLHIMENTO

Uma coisa é ouvir,
outra é acolher o que o outro diz
(Quem sabe o pior de mim
O termômetro por uns instantes…)
A diferença está em receber
com ouvidos e olhos
Como corpo e temperatura…
E na  voz a resposta
de igual para igual

Marli Savelli

28 de setembro de 2011 at 08:14 Deixe um comentário

Como Viver A Vida É Subjetivo

COMO VIVER A VIDA É SUBJETIVO

Perguntei:
__ Você é infeliz?
Eu acho que se mata aos poucos…
Respondeu:
__ Não. Eu sou feliz assim!
Pensei: 
“Ah! Então, você vive.”

Marli Savelli

27 de setembro de 2011 at 08:46 Deixe um comentário

Defesa

DEFESA

Perdoa-me se o que eu falei
te feriu…
Talvez, porque me senti
rejeitada,
ou ameaçada (saber lá!)
Quero que saiba e me entenda: __
foi por defesa!

Marli Savelli

26 de setembro de 2011 at 21:38 Deixe um comentário

Desencanto

DESENCANTO

Você se foi,
só…
que a música não pára!

Cada sonho,
uma dança.
No baile à fantasia…

Marli Savelli

23 de setembro de 2011 at 08:38 Deixe um comentário

Hospedeira

HOSPEDEIRA

Não adianta tentar não sentir
Deus está por todos os lados
Por todo os poros…
Vai falando em mim,
através de mim…
Como se fosse memória
Como presença física – um só:
– morando aqui dentro.

Vai compondo a história
nas palavras sem tradução,
compreensão…
Como quem sabe de outras mil
vidas ligadas a esta
Das que se passaram e das que hão de vir.
E eu me entrego,
mesmo de nada entendendo, só crendo!

Marli Savelli

22 de setembro de 2011 at 10:17 Deixe um comentário

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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PARA MINHA POSTERIDADE [ …] Não se sinta menos nem mais, não os considere menos nem mais, em tudo existe uma compensação. É preciso saber aceitar cada um como é, ainda que não tenha, igualmente, as mesmas opiniões e gostos, porque os olhos do outro não são os teus olhos, a boca dele não é a sua […]

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DEUSA DA BELEZA Eu não posso vender aquilo que eu não sou, não posso trabalhar contra os meus próprios princípios de vida […] Creio que até Vênus se curva diante da deusa da beleza. Marli Savelli

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

Lançando a Rede

Prêmio Dardos

Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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