Archive for novembro, 2011

Voua

VOUA

Espero que não tenha faltado
água para o pássaro…
Livros desarrumados nas prateleiras
é bom sinal…
Sobre a mesa xícara suja
de café amanhecido
e sonhos não vencidos…
Eu vou
Tu voa
Nós v o amos

Marli Savelli

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27 de novembro de 2011 at 01:36 5 comentários

Canção de Ninar

 

Nhé Nhé Nhé ( bebê)

Estava demorando
o bebê chorar … (2x)

a noite vai caindo
vem bem calminha
sobre os olhos do Arthuzinho*

cante baixinho e afinadinho
indo e vindo
bem tranquilinho…

nã nã nã nã nã nã nã

 Marli Savelli

* No lugar de Arthuzinho pode-se usar ‘menininho(a)’ ou ‘criancinha’, ou o nome do bebezinho que está ninando.

Arthur Miguel – 20 dias

23 de novembro de 2011 at 23:59 Deixe um comentário

A Criança É Assim

 

A CRIANÇA É ASSIM
Se a criança quiser, poderia voar agora
mesminho ao céu.
Mas por algo não se vai.
Gosta tanto de deitar a cabeçinha no peito
da sua mãe e olhá-la e olhá-la sem descanso!
A criança sabe uma infinidade de palavras maravilhosas,
embora são tão poucos os que neste mundo
entendem o que ele diz.
Mas por algo falar não quer.
O único que quer é aprender as palavras da sua mãe.
Assim põe esse ar tão inocente!
A criança tinha um montão de ouro e pérolas
e nasceu a esta vida como um pobrezinho.
Mas por algo nasceu assim.
Pedinte nu, que se faz o desvalido para poder
pedir-lhe à sua mãe o tesouro do seu afã!
A criança era bem livre na terra da lua nova.
Mas por algo regalou sua liberdade.
Ele sabe a alegria imensa que cabe no cantinho
do coração da sua mãe e quanto mais doce
que a liberdade é ser colhido e apertado
entre seus braços amados!
A criança morava no mundo da dita perfeita
e não sabia chorar
Mas por algo escolheu as lágrimas
Porque com o seu sorriso ganhava
o coração ansioso da sua mãe,
seus pequenos choros por qualquer peninha
atam-lhe um dobre laço de lástima e de amor.
por Robindronath Tagore
( do Livro Sissu ou A lua crescente)
Nota.-
Tradução do Bangla por José Paz (Poema do livro Sissu, dedicado por R. Tagore à sua esposa Mrinalini e seus filhos, que bem poderia levar por título As crianças da sua mãe, no lugar de Lua nova ou crescente)

23 de novembro de 2011 at 11:43 1 comentário

Já Andava Desconfiada De Deus

JÁ ANDAVA DESCONFIADA DE DEUS

Não disse mentira: __
falava da previsão,
ocultei minha intuição!…
E mais uma vez Deus me livrou
pelas razões certas.

Marli Savelli

22 de novembro de 2011 at 19:13 Deixe um comentário

Dançando a Ciranda

DANÇANDO A CIRANDA

Eu sou de carne, osso e amor
__ Eu te amo tanto!
Não tenho empregada
babá, enfermeira
ou secretária…
(Meu Deus, eu sou uma só!)
Preciso me cuidar pra te cuidar (…)

Fazer as unhas,
cabelos e sobrancelhas…
Trocar as fraldas,
amamentar, ninar,
levar ao médico…
(Esqueci a hora do remédio?)
É a adrenalina do novo
Desacelerar
(…)
A urgência é amar!

Marli Savelli

19 de novembro de 2011 at 17:24 Deixe um comentário

Enquanto Houver Sol

ENQUANTO HOUVER SOL

Não foi acaso,
o destino nos atraiu…
Não foi descuido,
era preciso…
A léguas de distância
me escutou
(eu te escutei)
me alcançou
(eu não me cansei)
Hoje dividimos a noite
enquanto o Sol roga por nós!

Marli Savelli

12 de novembro de 2011 at 20:05 2 comentários

Tão Cedo

TÃO CEDO

O ônibus vai passar,
você vai pegar?
Eu não pretendo ir
Fica também um pouco mais!
nos será dado uma segunda (…)
Vamos na terça-
ou n’outra -feira
Que tal num sábado de açaí?
Mas agora, assim?
Vai não!

Marli Savelli

12 de novembro de 2011 at 01:53 Deixe um comentário

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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ECLOSÃO Todo aquele sentimento abafado, sufocado, camuflado, o que está mais lá dentro, protegido e guardado […] Você aflora, integra o que foi partido e irriga. Marli Savelli

Procuração Plenos Poderes

Eu sacrifico o meu direito de escolha e outorgo plenos poderes a Deus sobre a minha vida, para aceitar, prorrogar, retificar ou ratificar, escolher, alterar, responder, resolver, transferir e restituir, renovar, cessar e acessar (…) Autorizo-O a praticar atos em meu nome, por meio de mim – que eu não seja mais eu, não quero mais existir […]

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Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

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Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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