Archive for agosto, 2012

Flor Estrangeira

 

FLOR ESTRANGEIRA
Poema de Robindronath Tagore, do seu livro Purobi (1925), dedicado a Victoria Ocampo
 Ó flor, flor estrangeira,
quando te perguntei
teu nome,
abanaste a cabeça,
brincando.
E disse comigo:
Que pode haver num nome?
Pelo teu sorriso és conhecida
e somente por êle.
 Ó flor, flor estrangeira,
quando te apertei ao meu coração
e perguntei:
   – Dize-me, onde moras?
Abanaste a cabeça,
brincando.
 – Não sei onde é,
respondeste.
E eu disse comigo:
Era inútil perguntar
de onde vinhas.
Tua casa está
no amoroso coração daquele
que te conhece
e apenas lá.
Ó flor, flor estrangeira,
quando te perguntei, num suspiro:
 – Que idioma falas?
Abanaste a cabeça,
brincando,
enquanto as fôlhas
se punham a murmurar.
 E comigo disse:
Agora sei
que a mensagem do teu perfume
transporta tua esperança sem palavras
e teu talento
é a minha própria vida.
 Ó flor, flor estrangeira,
quando te perguntei,
a primeira vez que vim
de madrugada:
 – Sabes quem sou?
Abanaste a cabeça,
brincando.
 E disse comigo:
Não tem grande importância.
Se soubesses
que meu coração fica
cheio de alegria
perto de ti,
então, ninguém me conheceria melhor,
ó flor, flor estrangeira.
Ó flor, flor estrangeira,
quando te perguntei:
 – Algum dia me esquecerás?
Abanaste a cabeça,
brincando.
 E senti no meu coração
que me recordarias
muitas e muitas vezes,
quando eu te deixasse
por uma outra terra.
A distância virá
aproximar-nos
em sonho
e não me hás de esquecer
nunca mais.
(Nota: Este poema foi traduzido desde o inglês por Cecília Meireles. Robindronath Tagore esteve na casa de Victoria Ocampo em S. Isidro-B. Aires (Argentina), por mais de dois  meses a finais de 1924. Entre ambos estabeleceu-se um amor profundo, a pesares da distância em idade. As muitas cartas que entre eles há assim o confirmam).
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28 de agosto de 2012 at 10:07 4 comentários

Então, Beba!

ENTÃO, BEBA !

Estou quase feliz
e um pouco triste
[ Não sei qual a parte que me sustenta ]
(…)
Xícaras e pessoas
de porcelana,
plástico,
de vidro e cristal
Não importa se de requinte
ou simples:
__ Eu bebo o conteúdo!

Marli Savelli

27 de agosto de 2012 at 09:31 Deixe um comentário

Cantiga Popular de Ninar


Minha Versão Para O “Nana Nenem”

Nana nenem
Que a coruja vem pegar
Papai foi jogar bola
e a mamãe já vai chegar
Bicho babão
sai agora do portão
deixa de latir
pro bebe poder dormir

Marli Savelli

VERSÃO ORIGINAL DO “NANA NENEM”

“Nana nenem
Que a cuca vem pegar
Papai foi pra roça
E a mamãe pro cafezal
Bicho papão
Sai de cima do telhado
Deixa o nenem
Dormir sossegado”

26 de agosto de 2012 at 15:46 Deixe um comentário

O Céu Brilha

O CÉU BRILHA

Eu olhei para o céu
__ Nenhuma estrela?
Chamei pelo teu nome,
E, como num toque de mágica,
Uma por uma
foi se acendendo (…)
“O universo conspirou!”

Marli Savelli

25 de agosto de 2012 at 21:43 Deixe um comentário

Que Dure Mais Que O Efêmero

QUE DURE MAIS QUE O EFÊMERO

Não colhi
porque não queria ver
murchar
nem perder a cor […]
Preferi manter a
ilusão
de que durará
mais que o efêmero!

Marli Savelli

21 de agosto de 2012 at 11:33 Deixe um comentário

Amadora

AMADORA

Você vai cair,
se sujar,
Vai se machucar,
se levantar,
Vai crescer,
aprender
Você vai amadorecer!

Marli Savelli

 

21 de agosto de 2012 at 08:56 Deixe um comentário

Melhor Que Não Venha

MELHOR QUE NÃO VENHA
 
__ Melhor que não venha!
Enquanto sai a caça,
eu me faço casta:
sou pacífica,
menos venturista,
e um tanto passional.
__ Melhor que não venha!

Marli Savelli

18 de agosto de 2012 at 19:18 Deixe um comentário

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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EU CULTIVO O PERDÃO Eu agradeço a Deus pelo tempo de aprendizado, mas, já me libertei desse relacionamento tóxico, conquistei o direito de não ter que ouvir os teus maldizeres, e mais, de te bloquear quando necessário, de te impedir de acessar a minha casa no interior (…) Não sou egoísta, o caminhar é individual. Joga […]

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AMOR SANTO Eu temo, sim, que se afaste de mim. Eu prefiro Você comigo Eu temo, sim, que me afaste de Ti. – – – E se for embora? – Você me chama ! E se me deixar levar? – Eu te chamo ! Meu Amor Santo ❤ Marli Savelli

Selo da Amizade

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prof. Dr. José PAZ Rodrigues

Professor Doutor, José PAZ Rodrigues, didata, poliglota, licenciado e graduado em Pedagogia pela Universidade Complutense de Madrid. Especialista mundial em Robindronath TAGORE, tem a melhor biblioteca do mundo dedicada a TAGORE, com mais de 30.000 volumes em todas as línguas, inclusive, edições brasileiras. Estuda este escritor desde 1966, teve como tese de doutorado: “Tagore, Pioneiro da Nova Educação”. (Clique aqui para acessar seus artigos)

Minha Homenagem

Clique na foto do escritor, poeta, romancista e músico indiano, Robindronath TAGORE (7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia), para acessar alguns de seus poemas e escritos, publicados em homenagem a ele, que se realiza no ano de 2011, quando se completa 150 anos desde o seu nascimento e 70 de falecimento. Tagore, chamado por Mahatma Gandhi de “o grande mestre”, ganhou em 1913 o prêmio Nobel de Literatura. Tagore, depois de educação tradicional na Índia, completou sua formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880 e começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Seu mais famoso volume de poesias é Gitãñjali (Oferenda Poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia, em Santiniketon, que, em 1921, foi transformada em universidade.

Albert Einstein e Tagore

Tagore e Mahatma Gandhi

Lançando a Rede

Prêmio Dardos

Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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