Archive for agosto, 2012

Então, Beba!

ENTÃO, BEBA !

Estou quase feliz
e um pouco triste
[ Não sei qual a parte que me sustenta ]
(…)
Xícaras e pessoas
de porcelana,
plástico,
de vidro e cristal
Não importa se de requinte
ou simples:
__ Eu bebo o conteúdo!

Marli Savelli

27 de agosto de 2012 at 09:31 Deixe um comentário

Cantiga Popular de Ninar


Minha Versão Para O “Nana Nenem”

Nana nenem
Que a coruja vem pegar
Papai foi jogar bola
e a mamãe já vai chegar
Bicho babão
sai agora do portão
deixa de latir
pro bebe poder dormir

Marli Savelli

VERSÃO ORIGINAL DO “NANA NENEM”

“Nana nenem
Que a cuca vem pegar
Papai foi pra roça
E a mamãe pro cafezal
Bicho papão
Sai de cima do telhado
Deixa o nenem
Dormir sossegado”

26 de agosto de 2012 at 15:46 Deixe um comentário

O Céu Brilha

O CÉU BRILHA

Eu olhei para o céu
__ Nenhuma estrela?
Chamei pelo teu nome,
E, como num toque de mágica,
Uma por uma
foi se acendendo (…)
“O universo conspirou!”

Marli Savelli

25 de agosto de 2012 at 21:43 Deixe um comentário

Que Dure Mais Que O Efêmero

QUE DURE MAIS QUE O EFÊMERO

Não colhi
porque não queria ver
murchar
nem perder a cor […]
Preferi manter a
ilusão
de que durará
mais que o efêmero!

Marli Savelli

21 de agosto de 2012 at 11:33 Deixe um comentário

Amadora

AMADORA

Você vai cair,
se sujar,
Vai se machucar,
se levantar,
Vai crescer,
aprender
Você vai amadorecer!

Marli Savelli

 

21 de agosto de 2012 at 08:56 Deixe um comentário

Melhor Que Não Venha

MELHOR QUE NÃO VENHA
 
__ Melhor que não venha!
Enquanto sai a caça,
eu me faço casta:
sou pacífica,
menos venturista,
e um tanto passional.
__ Melhor que não venha!

Marli Savelli

18 de agosto de 2012 at 19:18 Deixe um comentário

O Bilhete

O BILHETE

Na dobradura de papel :__
aviãozinho
e barquinho !
Levados pelo mesmo vento,
pousa
– o bilhete –
a voar
a mar

Marli Savelli

17 de agosto de 2012 at 13:48 Deixe um comentário

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"Eu escrevo o que me vem ao coração, não me pergunte o porquê nem pra quem. Preciso!"

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Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

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Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

Prêmio Dardos

Prêmio indicado por Helena Frenzel, do blogue bluemaedel.blogspot.com. Obrigada, querida, pelo carinho, reconhecimento e leituras. “A conquista é nossa! Eu digo nossa porque, a conquista nunca é solitária, existe mais alguém:- aqui, “o leitor”! .Ele me motiva a continuar, está a me inspirar (...)” Marli Savelli

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