Muitas vezes me deu vontade
- é de baixo calão -
Esmaguei nas entrelinhas
(me calaram)
A palavra não é maldita,
será bem dita ___
Aos mercenários
Aos aristocratas
Aos saqueadores
(…)
__ Fodam-se!

Marli Savelli

29 29America/Sao_Paulo fevereiro 29America/Sao_Paulo 2012 at 10:23 am 2 comentários

A Um Desconhecido

A UM DESCONHECIDO

Eu te escrevo (…)
mas não sei se é para ti
que escrevo.

Marli Savelli

25 25America/Sao_Paulo fevereiro 25America/Sao_Paulo 2012 at 9:10 pm Deixe um comentário

O Amor Está No Ar

O AMOR ESTÁ NO AR

Eu sinto o cheiro
entrando pela minha janela
todos os dias…
De onde?
De quem?
Não saio para ver
porque não saberia falar
(…)
A ilusão que me vem
é incompreensível,
invisível,
impalpável
Porém,  perceptível: __
soa como uma canção

Marli Savelli

22 22America/Sao_Paulo fevereiro 22America/Sao_Paulo 2012 at 9:46 pm Deixe um comentário

Faz-De-Conta

FAZ-DE-CONTA

Na realidade não dá
para fazer de conta por muito tempo
Pouco antes da meia-noite
acaba o encanto
e a gente percebe
que tudo não passou de um sonho

Faz de conta que
a gente não faz conta …
Faz de conta que
a gente não conta …
Faz de conta que
a gente não faz a conta …

Marli Savelli

20 20America/Sao_Paulo fevereiro 20America/Sao_Paulo 2012 at 11:34 pm Deixe um comentário

O Verbo E A Carne

O VERBO E A CARNE

Obrigada por ser,
por estar,
ficar…
Por permanecer, 
continuar
(…)
Obrigada pela ligação.

Marli Savelli

15 15America/Sao_Paulo fevereiro 15America/Sao_Paulo 2012 at 9:49 pm Deixe um comentário

Preciso escrever alguma bobagem
Tirar peso da bagagem
Abraçar o vento e me encher de ar
É longe,
muito alto (…)
Abra passagem
Não espero nenhuma vantagem
Quero seguir viagem

Marli Savelli

15 15America/Sao_Paulo fevereiro 15America/Sao_Paulo 2012 at 5:53 pm Deixe um comentário

Amor De Papel

AMOR DE PAPEL

Cartas não são eternas, se o fogo consumir…

Marli Savelli

11 11America/Sao_Paulo fevereiro 11America/Sao_Paulo 2012 at 10:39 pm Deixe um comentário

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Direito Autoral

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Peixes no Aquário

Selo da Amizade

Licença Poética

Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o caráter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por Clarice Lispector

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora”. C. Lispector

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